14/06/2024 às 18h43min - Atualizada em 14/06/2024 às 18h43min

Governo de SP alerta para importância da vacinação contra coqueluche

Doença afeta, principalmente, bebês de até 01 ano, mas pode ser prevenida com ciclo completo de vacinação

Portal Governo SP
Divulgação / Governo SP
O Estado de São Paulo registrou 139 casos de coqueluche até a 23ª semana epidemiológica deste ano, encerrada em 08/06, representando alta de 768,7% na comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 16 registros.
 
A doença, caracterizada por uma infecção respiratória bacteriana, afeta principalmente bebês de até 01 ano e a vacinação é a melhor forma de prevenção. A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMA’s)/UBSs Integradas.
 
A vacina é distribuída pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) e é conhecida como pentavalente. A imunização deve ser realizada nos primeiros meses de vida, aos 02, 04 e 06 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. Neste ano, a esta cobertura vacinal está em 76,3% no Estado.
 
A vacina adsorvida difteria, tétano e coqueluche (dTpa) na rede pública é recomendada para gestantes e profissionais de saúde. O DPNI ampliou de forma excepcional e temporária a vacinação dos profissionais de berçário e creches que atendem crianças de até 04 anos.
 
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), Tatiana Lang, explica que, apesar da eficácia em prevenir surtos da doença, a vacinação precisa de reforços periódicos: “A imunidade não é duradoura, por isso, é importante reforçar a vacinação, que está disponível em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo.”
 
Sintomas
 
Considerada altamente contagiosa e com potencial transmissor ainda maior que o da covid-19, a coqueluche é causada pela bactéria Borderella pertussis e tem como principais sintomas crises de tosse seca, febre baixa, corrimento nasal e mal-estar.
 
A doença pode levar crianças ao quadro de insuficiência respiratória e até mesmo ir a óbito. O quadro da doença pode ser desenvolvido em 03 fases:
 
Fase catarralque: dura até 02 semanas, marcada por febre pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca, sendo a fase mais infectante e com maior intensidade das crises de tosse.
 
Fase paroxística: dura de 02 a 06 semanas e a febre se mantém baixa, com início das crises de tosse súbitas, rápidas e curtas, que podem comprometer a respiração.
 
Fase de convalescença: sintomas anteriores diminuem em frequência e intensidade, embora a tosse possa persistir por vários meses.
 
Transmissão
 
A contaminação se dá pelo contato com pessoas infectadas ou por gotículas expiradas ao tossir, falar ou espirrar, podendo gerar, a cada infecção, outros 17 casos secundários. Os sintomas podem durar entre 06 a 10 semanas, ou mais, a depender do quadro clínico de cada caso.
 
A doença tende a ser transmitida mais facilmente em clima ameno e frio, como na primavera e no inverno, devido ao fato das pessoas permanecerem a maior parte do tempo em ambientes fechados.
 
Dúvidas sobre a vacinação?
 
O Governo de SP, por meio da SES, criou o portal “Vacina 100 Dúvidas” com as 100 perguntas mais frequentes sobre vacinação nos buscadores da internet. A ferramenta esclarece questões como efeitos colaterais, eficácia das vacinas, doenças imunopreveníveis e quais os perigos ao não se imunizar. O acesso está disponível neste link: www.vacina100duvidas.sp.gov.br
 
 
 

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