09/07/2024 às 19h39min - Atualizada em 09/07/2024 às 19h39min

Rede Genômica Fiocruz implementa novo painel de dados sobre dengue

É possível analisar os dados individualizados de todos os estados e regiões do Brasil, com detalhes sobre a quantidade de genomas amostrados e sequenciados em mais de 05 décadas de circulação do vírus da dengue no país

Cristiane Boar (VPPCB / Fiocruz)
Portal Agência Gov
Frame / EBC
A Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acaba de implementar em seu website um novo painel de visualização de dados sobre dengue. O Dashboard de Dengue foi desenvolvido por uma equipe de pesquisa com foco em bioinformática e ciência de dados e disponibiliza, para outros grupos de pesquisa, jornalistas, tomadores de decisão e a população em geral, dados sobre os sorotipos e genótipos de dengue em circulação no Brasil.
 
É possível analisar os dados individualizados de todos os estados e regiões do Brasil, com detalhes sobre a quantidade de genomas amostrados e sequenciados em mais de 05 décadas de circulação do vírus da dengue no país.
 
Semelhante ao dashboard sobre o coronavírus pandêmico Sars-CoV-2, disponível no website desde o início da pandemia de covid-19, e desenvolvido em linguagem Python com dados referentes a genomas depositados no banco de dados EpiArbo do Gisaid, o painel de visualização de dados está disponível em português, inglês e espanhol.
 
Além disso, a frequência de circulação de sorotipos também é apresentada, com base nos resultados laboratoriais (PCR), disponibilizados pelo Ministério da Saúde (MS) no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) desde 2007.
 
“Assim como no caso do painel sobre o Sars-CoV-2, a atualização dos dados será realizada quinzenalmente, para que se possa acompanhar o comportamento do vírus”, destaca o virologista do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), Tiago Gräf, também coordenador do desenvolvimento do Dashboard de Dengue. 
 
“Apesar da abrangência temporal destes dados ser menor que o dado genômico, a representatividade populacional é muito maior, dando mais robustez nos cálculos de frequências e sendo possível observar o impacto de cada sorotipo nas sucessivas epidemias de dengue no Brasil,” explica Gräf.
 
A representatividade populacional confere maior robustez analítica, permitindo observar o impacto de cada sorotipo nas sucessivas epidemias de dengue ocorridas no Brasil. “Na última reunião da Rede, a vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas [VPPCB/Fiocruz] e a Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência [CVSLR/Fiocruz] pactuaram com o grupo a necessidade de ampliação do escopo da Rede, incluindo a vigilância genômica de outros patógenos de importância para a Saúde Pública, tais como os arbovírus", destaca a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Lourdes Oliveira.
 
"O lançamento do painel consolida tal ação, absolutamente estratégica no contexto da vigilância em saúde, à medida que permite identificar a (re)emergência de variantes virais e sorotipos, bem como analisar a sua dispersão espaço-temporal", relata ela.
 
Segundo Lourdes, "tais informações subsidiam a melhor compreensão acerca dos cenários epidemiológicos, da disseminação viral, das especificidades geográficas, dentre outros aspectos centrais que a adequação das políticas públicas, alocação de recursos e intervenções voltadas ao enfrentamento e resposta às epidemias e emergências em saúde pública”.
 

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